21 de Setembro

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CONFERÊNCIA

PP-VYN-PRT-0143

VIVER O PRESENTE NA ESPERANÇA DA CURA

Assista em directo em publico.pt, dia 21 de Setembro a partir 15h00.

SINOPSE

Estima-se que, em Portugal, existam cerca de 800 mil pessoas com uma doença rara e que 4% da população mundial é afectada pelas cerca de 7.000 doenças já identificadas. As doenças são raras mas os desafios são frequentes e diários no diagnóstico, no tratamento e na reabilitação.

 

Como é viver com uma doença rara? Que exigências são colocadas aos cuidadores? Que esperança para os doentes? O que evoluiu ao nível da investigação e quais as respostas da ciência? Como lidar com a incerteza do futuro?

"Viver o Presente na Esperança da Cura", uma iniciativa co-organizada pelo Público e pela Pfizer, irá debater algumas destas questões. O debate está marcado para dia 21 de Setembro, às 15h00, no Auditório do Público, em Lisboa, e contará com especialistas, médicos, investigadores, decisores em saúde, cuidadores e associações de doentes.

Todos temos um papel.
Juntos cuidaremos melhor.


PAINEL

João Lavinha

Investigador do Departamento de Genética Humana do INSA e e Membro da Comissão Interministerial para a Estratégia Integrada para as Doenças Raras.

Estratégia Integrada para as Doenças Raras: metas como tentativa de resposta pública para a melhoria dos cuidados. Reconhecimento de Centros de Referência Nacionais: que requisitos cumprem e o que oferecem aos utentes?

Manuel Costa Duarte

Pai, Cuidador e Presidente de Direcção
da Associação Angel

Importância da existência de um gestor clínico; Qual o lugar das crianças com doenças raras no mundo? As unidades de multideficiência na escola e a integração dos filhos. Que desafios? Jogo de equilíbrios: Como equilibrar o que os filhos com doenças raras fazem e o que os pais gostariam que fizessem? O descanso dos cuidadores não é um luxo, é uma necessidade. O futuro? Os desafios da transição para a vida adulta.

Maria João Freitas

Directora de Relações Internacionais e Gestão de Projectos e Vogal do Conselho Directivo da Casa dos Marcos.

Capacitar para integrar. Apresentação de projectos de capacitação de doentes e cuidadores de forma a integrá-los na sociedade. "Marco's Centre"; "Mães de Sucesso" e "Projecto Espaço de Capacitação Rara" são alguns exemplos do trabalho desenvolvido pela Raríssimas para a melhoria da qualidade de vida de doentes e familiares. Sensibilização da sociedade civil.

Mamede de Carvalho

Professor Catedrático da Faculdade de Medicina de Lisboa, Investigador do IMM e Médico Neurologista do Centro Hospitalar Lisboa Norte.

A investigação: um compromisso com a esperança. O que esperam as pessoas da investigação? Que expectativas têm? Qual o esforço da sociedade para fomentar a investigação? Estudos clínicos com resultados promissores. A existência de Centros de Excelência e da necessidade de haver um reconhecimento oficial por parte do Estado. Envolvimento da família nos cuidados e o papel das associações para a sensibilização da comunidade para as doenças raras.

Ana Berta Sousa

Médica Geneticista do Centro
Hospitalar Lisboa Norte

.O papel da Genética Clínica. Como se chega ao diagnóstico? Mudança de paradigma nos últimos anos. O que se ganha com o diagnóstico e qual o valor terapêutico do mesmo? Importância dos testes de diagnóstico para a programação da gravidez: qual a probabilidade de outro(s) filho(s) virem a ter a mesma doença? A relevância do aconselhamento genético. Avaliação rigorosa e plano de acompanhamento médico do doente.

Sofia Crisóstomo

Activista e Coordenadora do projecto "Mais Participação, Melhor Saúde".

Projecto "Mais participação, Melhor Saúde". Pressupostos da Carta para a Participação Pública em Saúde. Como se aproximam os cidadãos, as pessoas com doença e os seus representantes? Criar pontes entre os profissionais de saúde, as instituições e os cidadãos para que as pessoas com doença façam parte do processo de decisão e estejam no centro do sistema de saúde? Sinergias entre as várias associações representativas de várias patologias. Critérios de inclusão / exclusão de pessoas com doença nos protocolos de investigação.

PROGRAMA

15h00 Sessão de boas-vindas

15h15 Viver com uma doença rara

  • Estratégia integrada para as doenças raras - João Lavinha

  • Jogos de Equilíbrio - Manuel Costa Duarte

  • Capacitar para integrar - Mario João Freitas

  • Moderação: Cláudia Pinto, jornalista

17h00 Coffee Break

17h30 Da ciência às pessoas

  • Investigação, um compromisso com a esperança - Mamede de Carvalho

  • O contributo da genética clínica - Ana Berta Sousa

  • Criar Pontes - Sofia Crisóstomo

  • Moderação: - Cláudia Pinto, jornalista

19h00 Encerramento

  • Manuel Delgado – Secretário de Estado da Saúde

FACTOS SOBRE AS DOENÇAS RARAS


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O que é raro?

Não existe uma definição clara e universal de doença rara. Uma pesquisa recente encontrou 296 definições elaboradas por 1109 organizações. O valor de prevalência limite varia entre 5 e 76 doentes por 100.000 habitantes, estimando-se o valor médio em 40 doentes por 100.000 habitantes (ou 1:2500).

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Quão raro parece ser o raro?

Percepção: Há mais doentes impactados por doenças raras do que por cancro e HIV combinados (a nível mundial) População: 50% dos afectados por uma doença rara são crianças, das quais 35% morrerão no primeiro ano de vida e 30% não chegarão aos 5 anos de vida. Origem: 80% das doenças raras têm uma causa genética

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Evolução: uma vez raro…

Os primeiros medicamentos para o HIV/SIDA começaram por ter designação de medicamento órfão (perdendo esse estatuto alguns anos mais tarde, com o aumento da prevalência da doença) (3) O doente com hemofilia viu a esperança média de vida subir dos 20 anos (1960) para valores próximos da população geral – ou seja, em cerca de 50 anos a esperança média de vida destes doentes subiu cerca de 50 anos (para contextualizar, a esperança média de vida global passou de 35 anos em 1900 para os actuais 70).

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Mundo: raridades globais

Estima-se que entre 296 e 592 milhões de pessoas sejam portadores de doença rara no mundo (4 a 8% da população). População mundial: 7.4 biliões de pessoas. Se reunidas sob uma única nacionalidade, constituiriam o 4º país mais populoso do mundo

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Europa: raridades europeias

Doença rara: definida quando afecta menos de 5 por 10000 habitantes. Na Europa, existirão entre 27 a 36 milhões de pessoas afectadas por estas patologias. População total europeia: 750.000.000 habitantes

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Portugal: raridades nacionais

Estima-se que existam entre 600.000 e 800.000 portadores de doença rara em Portugal. População total Portuguesa: 10.000.000. Até 2016, apenas cerca de 2000 tinham solicitado cartão de portador de doença rara.

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Patologias: muitas raras incomodam quanta gente?

Estão identificadas entre 6000 e 8000 doenças raras, sendo descobertas cerca de 250 novas patologias por ano. A prevalência de algumas destas patologias pode ser tão baixa quanto 0,005 em 100.000 habitantes (1:20.000.000), sendo que existem doenças em que apenas 1 doente ou 1 família foram identificados como portadores.

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Tratamentos: mais raros que os raros?

Existem, à data, cerca de 1900 medicamentos órfãos com opinião positiva (fonte site EMA). Nos últimos 5 anos, 1 em cada 3 medicamentos aprovados tinha indicação para tratamento de doença rara.. Ainda assim, apenas 5% das doenças raras tem tratamento aprovado específico. Existem cerca de 450 novos medicamentos em estudo para tratamento de doenças raras.

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Centros e Redes de Referência: partilhar o raro

Existem cerca de 24 European Reference Networks criadas para a partilha de conhecimento no tratamento de doenças raras ou complexas (incluindo centros portugueses). Existem 2 centros de referência Portugueses para doenças raras, com mais centros em análise para aprovação.

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Associações de doentes: ajudar o raro

Aliança Portuguesa de Associações das Doenças Raras; Raríssimas; FEDRA; Orphanet. Ainda assim, 50% das doenças raras não têm uma associação, fundação ou investigação específica.